Equador quer Programa Escola Interativa como modelo de ensino – 14/11/2014

O Equador planeja adotar o programa Escola Interativa como modelo de ensino. Nesta sexta-feira (14), o vice-ministro da Educação, Fredy Penãfiel, e o cônsul geral do país em São Paulo, Wladimir Vargas, conheceram o sistema implantado pela Prefeitura de São José dos Campos.

Eles foram recebidos pelo prefeito no Paço Municipal e depois seguiram para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Geraldo de Almeida, no bairro Pousada do Vale, zona leste da cidade. A escola é uma das 15 unidades de ensino fundamental que já contam com o programa. A diretora de Conteúdos Educacionais do Ministério da Educação, Mônica Franco, também participou da visita.

A comitiva assistiu uma aula de geografia. Eles interagiram com os alunos e tiveram uma amostra do potencial do programa. A Escola Interativa, uma iniciativa que une tecnologia e pedagogia, foi lançada em julho deste ano na rede municipal de ensino. O projeto será implantado de forma gradual até o fim de 2015.

As salas de aula contam com servidor, notebook do professor, tablet do aluno e projetor interativo. Os equipamentos são integrados via wifi e com sinal de internet banda larga. “Temos um projeto, que se chama Escola do Milênio, que inclui a tecnologia. Mas sabemos que aqui o trabalho está mais avançado”, avaliou Peñafiel.

Durante a aula, o cônsul do Equador aproveitou o projetor interativo para mostrar aos alunos um pouco da geografia do país. “Nós queremos um intercâmbio, com professores do Equador vindo para São José e professores daqui indo para o Equador”, disse Vargas.

Para o prefeito, essa troca de experiências vai aprimorar o programa. “Essa visita mostra que estamos construindo algo positivo que pode ser aproveitado em outros lugares. Mas outros países também têm experiências interessantes, que a gente pode aproveitar”, explicou.

MEC

Na avaliação da diretora do MEC, o programa Escola Interativa será referência na implantação de projetos semelhantes. “É um projeto de grande porte. A gente não tem similar ainda, eu desconheço. Tem tudo para ter um resultado positivo. Conversei com alguns alunos, e a gente percebe a mudança no interesse pelo aprendizado”, afirmou Mônica Franco.

A mudança é confirmada pela diretora da EMEF Geraldo de Almeida, Débora Coelho Nunes. “Os alunos participam mais. Eu tenho certeza de que isso já vai trazer reflexos no próximo Ideb. A Geraldo de Almeida era uma escola antes do tablets, e agora é outra”, disse.

Os tablets são monitorados pelo professor em sala de aula. Eles podem ser bloqueados e inutilizados no caso de furto ou roubo do equipamento. O desbloqueio é possível somente por meio da Secretaria de Educação.

Antes da entrega dos tablets aos alunos, os pais participam de reuniões na escola para apresentação do programa, conhecimento das regras de utilização correta do equipamento e uso ético da internet.

Cooperação

O interesse do Equador pela Escola Interativa começou após a visita do presidente do país, Rafael Correa, que esteve em São José em julho e assistiu uma apresentação sobre o programa.

O Equador está implantando um centro de tecnologia e ensino no país: Yachay, a “cidade do conhecimento”. São José e o Parque Tecnológico são modelos que vão ajudar no desenvolvimento do projeto.

São José e o Yachay firmaram um termo de cooperação, com o objetivo de identificar oportunidades de parcerias nas áreas de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia.